A cirurgia ginecológica minimamente invasiva representa uma das maiores conquistas da medicina moderna. Com ela, é possível tratar condições ginecológicas complexas — como endometriose, miomas, pólipos e cistos ovarianos — por meio de pequenas incisões, com menos dor, recuperação mais rápida e resultados mais precisos do que as cirurgias tradicionais abertas.
A Dra. Beatriz Evangelista é ginecologista especializada em cirurgia minimamente invasiva, com Fellowship no tratamento da endometriose e formação nos principais centros de referência do Brasil. Neste artigo, ela explica como funciona esse tipo de cirurgia, quais condições podem ser tratadas, como é o pós-operatório e por que escolher um especialista faz toda a diferença.
O Que É a Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva?
A cirurgia minimamente invasiva em ginecologia é realizada por meio de pequenas incisões — geralmente de 5 a 10 milímetros — por onde são introduzidos instrumentos cirúrgicos e uma câmera de alta definição (videolaparoscópio). Essa câmera transmite imagens ampliadas do interior da pelve para um monitor, permitindo que a cirurgiã visualize e opere com precisão excepcional.
Existem dois tipos principais de cirurgia minimamente invasiva em ginecologia:
- Videolaparoscopia: realizada por incisões no abdômen, indicada para tratar endometriose, miomas, cistos ovarianos, aderências, gravidez ectópica e retirada do útero (histerectomia), entre outros.
- Histeroscopia: realizada pela vagina, sem necessidade de incisões externas. Indicada para diagnóstico e tratamento de pólipos endometriais, miomas submucosos, septo uterino e sangramentos anormais.
Quais São as Vantagens Sobre a Cirurgia Aberta?
A diferença entre uma cirurgia aberta e uma cirurgia minimamente invasiva é significativa para a paciente. Veja os principais benefícios:
- Recuperação muito mais rápida — a maioria das pacientes retorna às atividades leves em 1 a 2 semanas, enquanto na cirurgia aberta esse tempo pode ser de 4 a 6 semanas.
- Menos dor pós-operatória — incisões menores provocam muito menos trauma nos tecidos.
- Menor risco de infecção — a exposição do ambiente cirúrgico é minimizada.
- Cicatrizes mínimas e discretas — em vez de um corte extenso no abdômen, ficam apenas 2 a 3 pequenas incisões.
- Menos perda de sangue durante a cirurgia — o que reduz a necessidade de transfusões.
- Alta hospitalar mais precoce — muitas pacientes recebem alta no mesmo dia ou no dia seguinte à cirurgia.
- Menor formação de aderências — reduzindo complicações futuras.
Quais Condições Podem Ser Tratadas?
A cirurgia minimamente invasiva pode ser usada para tratar uma ampla variedade de condições ginecológicas. As principais são:
Endometriose
A endometriose é uma das indicações mais comuns para videolaparoscopia. Durante a cirurgia, a Dra. Beatriz identifica e remove os focos de endometriose — incluindo casos profundos que atingem intestino, bexiga e ligamentos uterossacros — com precisão e cuidado para preservar os órgãos afetados. O resultado é alívio duradouro da dor e, em muitos casos, melhora da fertilidade.
Miomas Uterinos
Os miomas podem ser removidos por videolaparoscopia (miomectomia laparoscópica) ou histeroscopia, dependendo de sua localização e tamanho. A cirurgia minimamente invasiva permite remover os miomas preservando o útero — especialmente importante para mulheres que desejam engravidar — ou, quando indicado, realizar a retirada do útero (histerectomia) com mínimo trauma.
Pólipos Endometriais
Os pólipos são removidos por histeroscopia, um procedimento ambulatorial realizado sem incisões. A paciente geralmente retorna para casa no mesmo dia, sem necessidade de internação prolongada. A histeroscopia é a técnica padrão-ouro para remoção de pólipos e tem alta taxa de sucesso.
Cistos Ovarianos (Endometriomas)
Os endometriomas — cistos ovarianos causados pela endometriose — são tratados por videolaparoscopia com técnica cuidadosa para preservar ao máximo o tecido ovariano saudável e, consequentemente, a reserva ovariana da paciente. Isso é especialmente importante para mulheres que ainda desejam ter filhos.
Adenomiose
A adenomiose é uma condição em que o tecido endometrial cresce dentro do músculo uterino, causando dores intensas e sangramento abundante. Nos casos mais graves, pode ser necessária a histerectomia laparoscópica. Em casos selecionados, são realizados procedimentos conservadores para alívio dos sintomas com preservação uterina.
Como É o Pré-Operatório?
Antes da cirurgia, a Dra. Beatriz realiza uma avaliação completa da paciente, incluindo consulta detalhada, exames de sangue, exames de imagem (ultrassonografia transvaginal e, quando necessário, ressonância magnética) e avaliação anestésica. O planejamento cirúrgico é personalizado para cada caso, considerando a extensão da doença, os órgãos envolvidos e os objetivos da paciente — seja alívio da dor, preservação da fertilidade ou tratamento definitivo.
Como É o Pós-Operatório?
A recuperação após a cirurgia laparoscópica costuma ser bem mais tranquila do que após uma cirurgia aberta. Em geral:
- A paciente fica internada por 1 dia (ou recebe alta no mesmo dia, conforme o caso)
- O desconforto pós-operatório é controlado com analgésicos comuns
- Pode haver leve dor nos ombros nas primeiras 24-48h (causada pelo gás CO₂ utilizado na cirurgia)
- O retorno a atividades leves ocorre em torno de 7 a 14 dias
- O retorno ao trabalho (para trabalhos sedentários) costuma ser entre 1 e 2 semanas
- Esforço físico intenso e relações sexuais são evitados por 4 a 6 semanas
A Dra. Beatriz acompanha de perto o pós-operatório de cada paciente, com retornos programados para avaliar a recuperação e orientar sobre os próximos passos do tratamento.
Por Que Escolher um Especialista em Cirurgia Minimamente Invasiva?
A cirurgia minimamente invasiva exige treinamento especializado e longa curva de aprendizado. A qualidade do resultado cirúrgico está diretamente relacionada à experiência do cirurgião. Escolher uma especialista que dedica sua prática à cirurgia ginecológica minimamente invasiva faz toda a diferença na segurança do procedimento, na taxa de sucesso e na sua recuperação.
A Dra. Beatriz Evangelista formou-se na USP e realizou Fellowship em cirurgia ginecológica minimamente invasiva na Beneficência Portuguesa, sob supervisão do Dr. Maurício Abrão — referência mundial em endometriose. Possui Título de Especialista em Endoscopia Ginecológica e Ginecologia pela FEBRASGO. Ao longo da sua trajetória, tratou centenas de mulheres com endometriose e outras condições ginecológicas complexas, sempre com foco em resultados precisos e recuperação acolhedora.
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